Quem controla a tecnologia controla o crescimento

Quem controla a tecnologia controla o crescimento

A tecnologia deixou de ser um tema restrito à área de TI. Hoje, ela ocupa o centro das decisões estratégicas de empresas que desejam crescer de forma sustentável, segura e escalável. Esse foi o eixo central da conversa entre Yuryi Ferber, Founder & CEO da BRITech Global, e os hosts do Conexão One Cast, um episódio que vai muito além do discurso sobre inovação e entra no campo do resultado real, governança e visão de longo prazo.

Neste artigo, reunimos os principais insights discutidos no podcast, organizados de forma estratégica para oferecer uma visão ampla sobre como a tecnologia redefine o mercado financeiro e o crescimento empresarial.

 

Tecnologia não é mais diferencial. É base.

Um dos pontos mais fortes da conversa foi a quebra de um paradigma ainda comum entre empresários e gestores: a ideia de que tecnologia é um custo ou um diferencial competitivo opcional.

Segundo Yuryi, tecnologia hoje deve ser vista da mesma forma que energia elétrica ou internet, um elemento básico para a existência e operação de qualquer negócio. Empresas que ainda tratam tecnologia como algo secundário tendem a enfrentar limitações severas de crescimento, falta de dados confiáveis e riscos operacionais difíceis de mensurar.

Negócios que nascem já estruturados tecnologicamente conseguem escalar com mais velocidade, menos retrabalho e maior previsibilidade. Já aqueles que adiam essa decisão acabam pagando um preço alto no futuro.

 

O risco invisível das planilhas e soluções improvisadas

A experiência de mais de 30 anos de Yuryi no mercado financeiro trouxe exemplos práticos de um problema recorrente: a dependência excessiva de planilhas, processos manuais e soluções construídas internamente sem governança.

Planilhas podem até funcionar no início, mas rapidamente se tornam um gargalo:

  • Criam retrabalho,
  • Dificultam auditoria,
  • Não oferecem rastreabilidade,
  • Geram dependência de pessoas específicas.

Quando quem construiu essas soluções sai de férias ou deixa a empresa, o risco se materializa. O que parecia barato e simples se transforma em caos operacional.

 

Inteligência Artificial sem governança é a “planilha 2.0”

Outro insight relevante do episódio foi a forma madura como a inteligência artificial foi abordada. Yuryi reforça que a IA veio para ficar, mas alerta: IA sem estrutura, governança e sustentação adequada pode repetir os mesmos erros do passado.

Soluções de IA desenvolvidas internamente, dependentes de poucos especialistas, sem documentação, logs ou suporte contínuo, carregam o mesmo risco das planilhas, só que em escala muito maior.

A inteligência artificial gera valor quando:

  • está conectada a uma plataforma estruturada,
  • utiliza dados padronizados,
  • opera sobre uma fonte única de verdade,
  • e conta com sustentação profissional contínua.

Sem isso, a tecnologia deixa de ser alavanca e passa a ser fragilidade.

 

Dados só geram valor quando existe uma fonte única de verdade (SSOT)

Um dos pontos mais relevantes do episódio foi a discussão sobre SSOT (Single Source of Truth) ou Fonte Única de Verdade. Yuryi reforça que dados, por si só, não geram valor. O valor surge quando toda a organização opera a partir de uma base única, confiável, rastreável e governada de informações.

Quando cada área trabalha com sua própria planilha, sistema isolado ou base paralela, surgem conflitos de informação, retrabalho, erros operacionais e decisões desalinhadas. A SSOT elimina esse problema ao centralizar dados em plataformas integradas, acessadas por meio de APIs padronizadas, garantindo consistência em toda a cadeia.

Essa abordagem é especialmente crítica quando se fala em automação e inteligência artificial. Agentes de IA só funcionam corretamente quando consomem dados estruturados, padronizados e provenientes de uma fonte única de verdade. Caso contrário, a automação apenas acelera erros.

Com SSOT, as empresas ganham:

  • consistência e confiabilidade nos dados,
  • rastreabilidade e auditoria completa,
  • redução de riscos operacionais,
  • base sólida para automação e IA,
  • e maior qualidade nas decisões estratégicas.

Sem SSOT, não existe governança real, apenas ilusão de controle.

 

Segurança da informação: investimento contínuo, não opcional

A conversa também destacou que segurança da informação não é um projeto pontual, mas um processo contínuo. O critério correto não é “quanto custa investir em segurança”, mas sim “quanto se perde em caso de incidente”.

Testes recorrentes, múltiplas camadas de proteção, controle de acessos, autenticação multifator e atenção aos riscos internos fazem parte de uma estratégia madura de tecnologia.

Em mercados regulados como o financeiro, segurança não é apenas uma boa prática, é uma exigência para a sobrevivência do negócio.

 

Crescimento sustentável exige tecnologia desde o início

Um contraste claro apresentado por Yuryi foi entre dois perfis de empresas:

  • aquelas que estruturam tecnologia desde o nascimento;
  • e aquelas que tentam “arrumar a casa” depois de crescer.

As primeiras conseguem escalar com menos dor, mantendo controle, governança e eficiência. As segundas frequentemente enfrentam limitações que travam o crescimento, aumentam riscos e consomem tempo e recursos preciosos.

Casos reais citados no episódio mostram empresas que cresceram 5x, 10x e até 50x ao longo dos anos justamente por terem uma base tecnológica sólida desde o início.

 

Democratização da tecnologia no mercado financeiro

Outro insight relevante foi a missão da BRITech de reduzir a assimetria histórica do mercado financeiro. Antes, apenas grandes instituições tinham acesso a sistemas robustos e sofisticados.

Hoje, é possível oferecer a mesma plataforma tecnológica para empresas de diferentes portes, ajustando apenas o modelo de precificação conforme o tamanho do cliente e não a qualidade da solução.

Essa democratização permite que pequenos e médios players atuem com o mesmo nível de governança, eficiência e segurança que grandes instituições.

 

Tecnologia como ferramenta de liderança e visão de futuro

Ao longo do episódio, fica claro que dominar tecnologia é, cada vez mais, uma forma de liderança. Empresas que entendem tendências, se antecipam a mudanças regulatórias e estruturam seus dados conseguem tomar decisões melhores e influenciar o mercado ao seu redor.

Mais do que acompanhar o futuro, a tecnologia permite construí-lo de forma consciente e estratégica.

O episódio do Conexão One Cast com Yuryi Ferber reforça uma mensagem essencial para empresas do mercado finenceiro: quem trata tecnologia como base constrói crescimento sustentável; quem trata como custo limita o próprio futuro.

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