Resumo da economia no Brasil em 2021 e o que esperar para os próximos anos

Por Alexandre Farah Diniz on

A economia no Brasil vem registrando uma boa recuperação desde o terceiro trimestre de 2020.

A adoção de medidas restritivas por conta das condições sanitárias no final do ano passado, impactaram negativamente a economia no Brasil. Mas, o país se mostrou adaptável à produção e venda mesmo com o reduzido grau de mobilidade de trabalhadores e consumidores.

No entanto, é evidente que o covid-19 continua representando um obstáculo ao retorno de uma forte atividade econômica. Porém, com o avanço na vacinação e considerando o ambiente externo favorável, a tendência neste semestre de 2021 é de crescimento.

Para entendermos as projeções dos próximos anos, é necessário analisar um resumo da economia no Brasil nos últimos tempos. 

 

Resumo da economia no Brasil em 2021

Mesmo após a recessão histórica do ano passado, provocada pela pandemia, o PIB mundial crescerá 6% neste ano.

A vacinação e os apoios fiscais levaram o Fundo Monetário Internacional a melhorar previsões da economia no Brasil e no mundo, aguardando que o PIB brasileiro chegue a 3,6% ainda neste ano, superior à estimativa anterior de 2,8%.

Em julho de 2020, quando vivenciávamos consequências mais severas do vírus, o FMI especulava queda de 9,1% para a economia no Brasil. Agora, com a nova revisão, podemos prever alta de 6,3% para emergentes em 2021, e 5% no próximo ano.

Em relação a 2021, o cenário da inflação se modifica, com alto impacto no IPCA, por fatores internos e externos.

De abril a maio deste ano, a taxa de inflação acumulada em 12 meses saltou de 6,8% a 8,1%. Esse aumento ocorreu acima das expectativas, dos preços monitorados e dos bens industriais.

A aceleração de preço das commodities no exterior mantém os índices de preços ao produtor pressionados, o que possibilita alta adicional no preço de bens de consumo industriais no varejo, elevando a projeção da inflação neste setor de 4,3% a 4,8%.

Nos preços monitorados, a projeção foi de 8,4% a 9,7%, em razão da piora no setor da energia elétrica.

Sobre os serviços livres, houve aumento na projeção, de 4,0% para 4,2%, considerando melhorias na atividade e avanço da vacinação. Muito embora o FIA preveja crescimento do PIB para a economia no Brasil, essas perspectivas dependem da pandemia e da imunização da população.

Dados recentes divulgados pelo relatório “Perspectivas da Economia Mundial” mostram o Brasil em segundo lugar como país com mais mortes pelo covid, após os EUA.

A depender da melhora no desempenho da saúde, o mercado financeiro estima melhora nas projeções para a economia no Brasil.

 

O que o mercado financeiro espera para este ano?

Apesar das diversas previsões com cenários distintos, a expectativa para este ano é de retomada da economia no Brasil. Como vimos, a retomada gradual das atividades econômicas, aliada ao desempenho na vacinação, são fatores que ajudam na recuperação.

O andamento das reformas para 2021 é um fator crucial para aprimorar o ambiente de negócios, e isso elevará a economia brasileira, inclusive, no ranking doing business. Pesquisa que é realizada pelo Banco Mundial e avalia a facilidade para se fazer negócio em determinado país.

Economistas avaliaram uma inflação reduzida esse ano, sendo a previsão do IPCA de 3,32%, abaixo do centro da meta (3,5%). No entanto, conforme exposto anteriormente, houve alta nesse índice.

A projeção mediana do IPCA 2021, atualizada recentemente, passou de 6,67% para 6,88%, conforme Relatório Focus.

Muito embora 2020 e o início deste ano tenham sido desafiadores, o mercado tem expectativas otimistas para 2021. Além da melhora dos números da população vacinada, a expectativa é que ocorra aprovação de reformas econômicas.

A exemplo, temos a reforma tributária e a administrativa, que contribuirão para trazer mais equilíbrio nas contas públicas.

Até final de 2021 espera-se que a inflação fique acima do limite do boletim Focus (6,79% ao invés de 5,25%). Ao elevar o juro básico, o BACEN busca recuperar o controle da economia no Brasil.

 

O que esperar para os próximos anos?

A previsão do mercado financeiro para a economia no Brasil com certeza não está conforme o esperado.

Para o ano de 2022, a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) é de um crescimento de 2,5%. Para 2023 e 2024, o mercado projeta expansão do PIB em 2,50%.

Sobre a SELIC, taxa básica de juros, a projeção foi aumentada de 3,75% para 4% esse ano. Para o fim de 2022, a estimativa é que fique em 5% a.a. Ao final de 2023 e 2024, a previsão é de 6% ao ano.

Quando o Comitê de Política Monetária aumenta a SELIC, tem por objetivo conter a demanda aquecida da economia no Brasil. Essa estratégia ocasiona consequências nos preços, encarecendo o crédito e estimulando a poupança.

Reiterando o que foi dito acima, a expectativa para 2021 é que o IPCA suba de 3,62% para 3,82%. Para o ano de 2022, essa estimativa para a inflação fica em torno de 3,49%. Para 2023 e 2024 as previsões alcançam 2,35% para a economia no Brasil.

No caso da moeda norte-americana, a tendência é que a cotação seja de R$5,05. Ao final de 2022, a previsão do dólar é de R$5,00.

O Fundo Monetário Internacional prevê melhora do PIB do Brasil em 2021 para 5,8%, ou seja, 1,2 ponto a mais do que em abril, mas piora o de 2022, prevendo 2,10%.

Diversos países, principalmente as economias em desenvolvimento de baixo rendimento, enfrentam a crise com uma elevada dívida. A comunidade internacional trabalha visando assegurar o acesso adequado à liquidez para os referidos países.

Como forma de cooperação internacional, o FMI aponta que a Covax (coalizão de 165 países) irá, junto à ONU, garantir a distribuição de imunizantes às nações mais pobres. É de se destacar como está ocorrendo a recuperação das economias estrangeiras para uma comparação com o cenário brasileiro.

 

Economia mundial e a recuperação desigual da economia no Brasil

O Fundo Monetário Internacional aumentou as projeções na América Latina, após uma forte contração de 7% registrada em 2020. A previsão para 2021 é de que a região latina tenha crescimento de 4,6%, abaixo da média global de 6%.

O órgão manifestou que os índices continuam dependendo do rumo que a pandemia tomar nos países, inclusive com reflexos na economia no Brasil. Isso porque, alerta a OMS que a maioria desses países não garantiu vacinas suficientes para a população.

Enquanto o México crescerá 5%, a Argentina crescerá 5,8% e o Chile 6,2%, mais do que o Brasil em 2021.

Considerando a região, o FMI considera um crescimento modesto de 3,1% para 2022. Na economia mundial, a projeção para o PIB é de 6% para 2021 e 4,4% em 2022.

Diante da recuperação econômica, estima-se o crescimento do volume de comércio de bens e serviços no mundo. Para 2021, ao patamar de 8,4%, e para 6,5% em 2022.

No estado norte-americano, a expectativa de crescimento para 2021 é de 6,4% e 3,5% em 2022. Esse fortalecimento ocorre em razão do avanço na vacinação, sendo aplicadas três milhões de doses diariamente.

Na China, estima-se um aumento de 8,4% no PIB em 2021.

O crescimento não ocorrerá rápido na maioria dos emergentes. A estimativa é que isso ocorra somente em 2022 ou 2023. É o caso da economia no Brasil, que conforme vimos, caminha em passos largos.

Apesar do abalo na indústria, não podemos deixar de notar o aumento nos índices de fome e pobreza no mundo. Calcula-se que 95 milhões caíram na pobreza extrema e 80 milhões encontram-se desnutridos.

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