Dicas sobre a Certificação CGA do Mercado Financeiro

Por Alexandre Farah Diniz on

A certificação CGA da Anbima é um documento que habilita o profissional do mercado financeiro a atuar como gestor de carteiras de ativos e fundos de investimentos.

Para tirar a CGA, é necessário realizar um exame elaborado pela Anbima que avalia os conhecimentos como:

  • gestão;
  • mercado;
  • desempenho;
  • risco e legislação;
  • entre outros temas.

Em julho de 2021, a Anbima implementou um novo modelo para a CGA, que unifica os dois módulos anteriores em uma só prova, mas exige a certificação CFG para ser realizada.

Vale lembrar que a CGA é uma das certificações mais valorizadas no mercado, mas não é a única. Existem outras habilitações necessárias para atuar em outras funções específicas.

Neste artigo, vamos tirar todas as suas dúvidas sobre como tirar a certificação CGA, o que é cobrado na prova e para quais funções você estará capacitado com ela. Confira!

Certificação CGA – Como funciona?

A Certificação de Gestores da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) exige a realização de uma prova elaborada pela associação.

Com a implementação da nova CGA, a prova que era realizada em duas etapas foi unificada em um só teste com 45 questões de múltipla escolha e duração de 2h30.

Para ser aprovado e conseguir a certificação, o candidato deve acertar no mínimo 70% das questões da prova (o equivalente a 32 acertos em 45).

Entretanto, a nova certificação CGA requer que o candidato seja aprovado antes na CFG, um novo certificado criado pela Anbima em 2021.

Também é possível prestar o exame para a CGA se o candidato possuir a certificação CFA, do CFA Institute, ou certificado da organização global CAIA.

Para se inscrever para a prova da nova CGA, é necessário o pagamento de uma taxa de R$ 573,00 para associados da Anbima e R$ 688,00 para não-associados.

As seis áreas de conhecimento cobradas na prova da CGA são:

  • gestão de carteiras (renda variável);
  • gestão de carteiras (renda fixa);
  • investimentos no exterior;
  • avaliação de desempenho;
  • gestão de risco;
  • legislação, regulação e tributação.

O programa completo do exame pode ser encontrado no site oficial da Anbima.

Por fim, vale destacar que a certificação CGA tem validade de 3 anos a partir da aprovação. Próximo à data de vencimento, o gestor deve realizar um curso online da Anbima para renovar a CGA por mais três anos, e assim sucessivamente.

Como funciona a Certificação CFG?

Criada em 2021, a Certificação Anbima de Fundamentos em Gestão (CFG) é uma espécie de “pré-CGA” para profissionais iniciantes no mercado financeiro.

A CFG não é obrigatória para atuar no mercado e não habilita o profissional a ser gestor, mas é necessária para prestar o exame da nova certificação CGA.

A prova da CFG consiste em 60 questões e tem duração de 3h, sendo necessário acertar 70% das respostas (42 acertos) para aprovação. A taxa de inscrição é de R$ 500,00 para associados da Anbima e R$ 600,00 para não-associados.

Sendo uma prova preliminar à CGA, a CFG é mais abrangente e cobra 12 áreas de conteúdo relacionadas ao mercado, que também estão disponíveis no site da Anbima.

Relevância das certificações no mercado financeiro

Como explicamos acima, a certificação CGA é pré-requisito para quem quer se tornar gestor do mercado financeiro. Sem ela, é possível trabalhar como assessor ou analista, mas não diretamente na tomada de decisões estratégicas.

Além disso, ter uma certificação indica que o profissional possui um conhecimento mais especializado e atualizado das questões cotidianas do mercado.

As certificações são um diferencial na contratação porque se aprofundam em questões que geralmente são tratadas de forma genérica na graduação, como oscilações do mercado e aspectos emocionais da profissão, por exemplo.

 

Certificações mais importantes

 

CGE

A CGE (Certificação de Gestores Anbima para Fundos Estruturados) é um novo certificado que faz parte da reformulação dos exames da Anbima implementados em 2021.

Basicamente, a CGE tem as mesmas características da certificação CGA, mas é exigida apenas para quem deseja se tornar gestor de fundos estruturados.

Ela também exige que o candidato possua CFG, CFA ou CAIA e tem as mesmas taxas de inscrição, e a prova segue o mesmo modelo da CGA (45 questões, 2h30 de duração e nota mínima de 70% para aprovação).

A certificação CGE permite que o profissional seja gestor de Fundos de Índice, Fundos Imobiliários (FIIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios.

Em termos simples, é necessário ter a CGE para gerir fundos estruturados e CGA para os outros fundos. Quem deseja atuar nas duas áreas precisa das duas certificações.

CPA-10 e CPA-20

Estas certificações são voltadas para atuar na venda de produtos financeiros em bancos.

Também emitidas pela Anbima, elas não são destinadas a gestores ou analistas, mas são valorizadas para a contratação de gerentes de agências bancárias.

A única diferença é o tipo de cliente atendido: a CPA-10 é focada em serviços para um público mais popular, enquanto a CPA-20 é especializada em investidores ou clientes de alta renda.

CFA

Emitido pelo CFA Institute, é considerado um dos certificados mais valiosos do mercado financeiro global para quem quer atuar como consultor ou analista.

O CFA não habilita o profissional a ser gestor, mas indica um altíssimo grau de competência em diversas áreas, incluindo investimentos, planejamento financeiro, familiar e sucessório, previdência e seguros, além de permitir a atuação no mercado internacional.

CFP

Assim como o CFA, a certificação CFP é uma qualificação internacional e também uma das mais valorizadas do mundo. No Brasil, é emitida pela Planejar.

Embora a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) não exija o CFP para atuar no mercado, diversos bancos do setor de private banking requerem a certificação para gerentes e analistas.

CNPI

O CNPI (Certificado Nacional do Profissional de Investimento) é vinculado à APIMEC, avaliado pela FGV e obrigatório para analistas de investimentos no Brasil.

Este certificado, bem como os anteriores, não permite que o profissional atue como gestor, mas é universalmente exigido para trabalhar em todas as áreas relacionadas a análise, relatórios e recomendação de investimentos.

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