O risco de liquidez e fundos 555 – nova normativa

By Luan Fino on

No dia 1º de dezembro de 2021 entraram em vigor as novas regras e procedimentos para risco de liquidez e fundos 555. Conforme documento da ANBIMA, as novas regras têm o objetivo de tornar mais claro os papéis dos administradores e gestores, além de favorecer a implementação das métricas e controles mais aderentes à liquidez dos ativos e comportamentos dos passivos no mercado. Nesse sentido, falaremos a seguir sobre essa novidade e abordaremos também a utilização de recursos tecnológicos que auxiliam no gerenciamento dos fundos. Acompanhe!

Risco de liquidez: supervisão cada vez mais efetiva pela CVM

O risco de liquidez está associado à capacidade e rapidez de negociação de um determinado investimento. Isto quer dizer que quanto menor a procura por um ativo, maior será o seu risco de liquidez. Os investimentos possuem diferentes níveis de liquidez. Os títulos do Tesouro Direto, por exemplo, possuem alto volume de negociação na bolsa e consequentemente um baixo risco de liquidez. Tendo em vista essas particularidades e para que a liquidez de uma carteira seja analisada com maior precisão, a CVM e ANBIMA têm adotado novas medidas para supervisionar de forma efetiva o gerenciamento dos riscos de liquidez dos ativos.

Novas regras e procedimentos para risco de liquidez de fundos 555

Na gestão dos fundos 555, o objetivo principal é tornar as demandas por liquidez estimadas compatíveis com as ofertas através de indicadores pré-estabelecidos. Além disso, devem ser consideradas as particularidades dos fundos e o mercado em que estão inseridos. A nova normativa da ANBIMA estabelece regras, procedimentos e outras considerações acerca da gestão do risco de liquidez. Desse modo, ela aborda os seguintes temas:

  • Regras gerais de responsabilidade, estrutura funcional e política de gestão;
  • Metodologia do Processo que envolve os ativos e passivos dos fundos;
  • Disposições Finais.
  • As novas regras e procedimentos para risco de liquidez de fundos 555 determinam a responsabilidade de gerenciamento dos riscos de liquidez para dois agentes: o Gestor de Recursos e o Administrador Fiduciário.A principal atividade do Gestor de Recursos é estruturar uma Política de Risco de Liquidez que aborde todos os temas necessários, garantindo o cumprimento das regras de gestão dos fundos.
    No que diz respeito ao Administrador Fiduciário, a sua função é verificar se as atividades relacionadas à gestão de recursos estão sendo realizadas conforme as regras pré-determinadas pela organização.
    Outro ponto importante das novas diretrizes está relacionado à periodicidade da gestão do risco de liquidez, que deve ser realizada sempre que a instituição achar necessária. Essa decisão deve considerar a necessidade de cumprimento das regras de resgate e demais obrigações dos fundos.Além disso, quando se trata da metodologia do processo, o documento apresenta certas orientações relacionadas aos ativos e passivos.

    Ativos dos fundos 555

    Aqui a metodologia deve ser baseada em um dos seguintes critérios:

  • Fluxo de caixa de cada ativo;
  • Estimativa do volume negociado em mercado secundário de um ativo, considerando o volume histórico;
  • Outros critérios, conforme definição do Gestor de Recursos desde que esteja amparada pela Política de Risco de Liquidez.
  • Passivos dos fundos 555

    Ao analisar o passivo, o gestor precisa considerar:

  • Os valores de resgate, que devem ser resultado de cálculos consistentes e verificáveis;
  • O grau de concentração dos cotistas;
  • Os prazos para liquidação e resgates;
  • Grau de concentração de alocadores, distribuidores e outros gestores.
  • Por fim, o documento reforça que os cotistas devem ser tratados com equidade em todo o processo de gestão de risco de liquidez dos fundos.

    Atlas LIQUID RISK – Gestão de Liquidez de Fundos de Investimentos

    A BRITech reconhece a relevância dessa estrutura e suas peculiaridades, inclusive em diversas oportunidades trouxemos o tema para o debate, como, por exemplo, nos artigos publicados que ressaltam a importância do uso de modelos de controle e gerenciamento de risco de liquidez para todos os fundos de investimento de determinado gestor. Além de abordar os casos de uso de gestão de risco de liquidez, conforme o modelo da ANBIMA, baseado em sua Deliberação Nº 67; ressaltando a importância da visão consolidada da estratégia de negócios e dos riscos inerentes a ela.
    Na plataforma Atlas LIQUID RISK, essas vantagens podem ser alavancadas e já estão disponíveis desde que foi implementado o processo de avaliação do risco de liquidez dos fundos feeder, levando em consideração a explosão dos fundos master em ativos reais. Inclusive, as obrigações acessórias já levam tais pontos em consideração, como, por exemplo, o envio do Perfil Mensal CVM.
    A determinação da CVM pode ser avaliada tanto sob a perspectiva de ativo como de passivo e exige o envio das informações individuais. O modelo já tratado pela plataforma BRITech prevê tal avaliação.
    Lembre-se, é fundamental utilizar a tecnologia a seu favor para acompanhar as atualizações do mercado e realizar uma gestão de risco de liquidez mais eficiente. Por isso, conte sempre com a BRITech e todas as nossas soluções.

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