Como otimizar a gestão da liquidez de fundo de investimento com as novas regras?

Por Luan Fino on

O risco de liquidez se confirma quando um fundo não está apto a negociar uma posição a preços de mercado. Isso ocorre devido ao seu atual tamanho em relação ao volume transacionado.

O não cumprimento de todas as obrigações, sejam elas previsíveis ou não, pode afetar a rotina diária e ocasionar grandes perdas às carteiras de seus clientes investidores. É aí que reside a importância de se otimizar a liquidez de fundos de investimentos e se adequar às novas regras impostas pelos órgãos reguladores e fiscalizadores.

Pensando nisso, trouxemos esse informativo para que você conheça as mudanças mais recentes e se prepare para otimizar a sua gestão.

 

Liquidez de fundo de investimento: novas regras

A volatilidade do mercado e os impactos gerados pelo covid-19 em 2020 reforçaram a necessidade de se atualizar as regras para gestão de liquidez dos fundos de investimento.

A ANBIMA, visando buscar o gerenciamento da liquidez na atual realidade do mercado e criar novas métricas, objetivou a implementação de controles mais aderentes à nova realidade de liquidez dos ativos e comportamento dos passivos.

Esse novo método permitiu que gestores de investimentos elaborassem políticas de acordo com as peculiaridades de seus fundos, mantendo, no entanto, os procedimentos exigidos pela lei.

Outro órgão que trouxe inovação foi a B3, que lançou um índice de fundos de investimentos imobiliários de alta liquidez. O IFIX L, um subíndice do IFIX que foi lançado em 2012, passou a ser indicador de desempenho dos 51 fundos de investimentos mais negociados na bolsa nacional.

O novo índice IFIX L tem por objetivo ser um indicador de desempenho médio em cotações de FIs mais líquidos negociados nos mercados da B3. No entanto, as cotas devem respeitar determinados critérios para serem incluídas no índice, por exemplo, pertencer ao já existente IFIX, que hoje conta com mais de 87 ativos em carteira.

 

Novas responsabilidades do gestor

O papel do gestor na administração de ativos, como se sabe, é a instituição e a manutenção de um bom modelo de controle de risco de liquidez de fundo de investimento. Isso porque, cabe ao gestor definir um conjunto de práticas visando a mitigação de efeitos danosos às carteiras dos fundos, como eventos inesperados.

Entre suas responsabilidades, temos a identificação do histórico do saldo de aplicação e resgate – de acordo com as obrigações de cada fundo -, gaps de liquidez e o acompanhamento de cases.

Com as novas regras, as responsabilidades dos prestadores de serviços mudaram, tendo sido revisadas para melhor atender as exigências das regulamentações e aprimorar as atribuições do gestor de fundos de investimentos.

De acordo com a ANBIMA, gestor e administrador se tornam responsáveis por diferentes etapas do gerenciamento da liquidez de fundos de investimento, o que antes não era claro e trazia certa insegurança na atuação destes profissionais. Com a mudança, gestores respondem pela análise do risco de gestão, e administradores verificam os controles do gestor, de forma a garantir o bom funcionamento do todo.

Ainda, os gestores ganharam flexibilidade quanto à definição da política de gerenciamento de risco de liquidez de fundos de investimento, devendo informar à ANBIMA os parâmetros mínimos utilizados:

  • índices;
  • metodologia;
  • critérios de avaliação preventiva.

Veremos a seguir as novas métricas estipuladas.

 

Novas métricas de análise do passivo

Antes da edição das novas regras, a regulamentação determinava apenas a observância do histórico de ativos na carteira dos fundos. Agora, há a necessidade de maior atenção. A pretensão é o desenvolvimento de uma seção especializada, com premissas mínimas que gestores devem considerar na análise do passivo dos fundos.

Teremos, por exemplo, premissas como o valor de resgates esperados em condições normais de mercado, grau de concentração em cotas por investidor, prazos de liquidação dos resgates e grau de concentração de alocadores/distribuidores ou outros gestores de recursos do fundo.

Além disso, haverá a criação de uma referência para o mercado, a chamada “matriz de probabilidade de resgates para fundos”. Com dados retroativos desde 2019 e atualizada mensalmente pela ANBIMA, os gestores poderão utilizá-la como referência para tratar o passivo dos fundos.

Essa “matriz de probabilidade de resgates para fundos” será calculada sobre diversos critérios, como o segmento do investidor – se private ou entidades fechadas, por exemplo -, e período de resgates em dias úteis. Com isso, teremos uma média do mercado considerando o percentual de saques em um prazo específico e os diversos tipos de fundos e cotistas.

 

Novas métricas de análise do ativo

Pensando na importância da dinâmica de mercado, de acordo com a metodologia de cada gestor, as novas regras de métricas de análise vieram para reforçar as características dos ativos, estratégias escolhidas e comportamento no mercado.

Para avaliação dos ativos, os gestores podem escolher como critérios: fluxo de caixa de cada ativo (como amortizações) e a estimativa do volume negociado no mercado secundário. Podem ser utilizados outros critérios, desde que possuam base e sejam justificados na política com possibilidade de verificação.

 

Como otimizar a gestão da liquidez de fundo de investimento?

Uma boa forma de buscar otimização da liquidez de fundo de investimento é a opção por relatórios consolidados, que podem ser o diferencial da sua estratégia de negócio.

Por ser uma atividade extremamente complexa, a sua otimização é uma medida essencial para a estratégia do negócio, não sendo possível considerá-la somente como passiva e de apoio à gestão.

Mesmo porque, a CVM determinou em sua instrução 558 que gestores de recursos contratem um diretor estatutário responsável exclusivamente por gestão de riscos.

A operação da gestão de risco necessita ser capaz de suportar temas e situações complexas, como modelagem, precificação e cálculo de exposição a risco, entre outros.

Sempre em constante evolução, acompanhando o mercado e pensando em melhorias para o seu negócio, a BRITech desenvolveu uma solução de risco, que tem por objetivo simplificar a rotina da gestão de liquidez de fundos de investimento, automatizando a consolidação e o cálculo de risco de liquidez e de mercado para  portfólios complexos.

O sistema calcula informações e as consolida de forma simples e rápida, sem necessidade de intervenção humana (o que poderia ocasionar erros e riscos operacionais), unificada em uma plataforma, de forma a permitir o monitoramento de risco do mercado, criação de relatórios personalizados e simulações de compra e venda de ativos.

Se a nossa solução de risco lhe interessou para auxiliar na gestão de liquidez de fundos de investimento, venha conhecer melhor a plataforma BRITech e as soluções automatizadas e eficazes que temos a oferecer.

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