Conheça a classificação de fundos ANBIMA para investimentos e sua importância!

Por Alexandre Farah Diniz on

A classificação de fundos ANBIMA torna a indústria de fundos de investimento cada vez mais sofisticada.

Ao longo do tempo, novos produtos são criados, visando atender um público bastante exigente. Para se adequar a essa realidade, tornou-se necessário o surgimento de uma nova classificação de fundos ANBIMA.

Diante disso, a ANBIMA desenvolveu um modelo capaz de atender os diferentes agentes do mercado.

A fim de reforçar a importância dessa normatização para a gestão de recursos de terceiros, a ANBIMA reformulou o código de fundos. Hoje, não basta apenas possuir políticas não implementadas. É necessário trazer efetividade para algumas práticas.

Confira abaixo todos os detalhes da classificação de fundos ANBIMA e as vantagens oferecidas para especialistas em fundos de investimento.

 

Entenda como funciona a classificação de fundos ANBIMA

A classificação de fundos ANBIMA busca agregar as diversas opções de carteira oferecidas pelos fundos de investimento, conforme características do portfólio.

Logo, a metodologia leva em consideração dados como:

  1.   classes de ativos que compõem a carteira;
  2.   prazos e riscos;
  3.   estilos e estratégias de gestão.

Ao dividir os fundos de investimento em categorias que expressam objetivos e políticas similares, a classificação de fundos ANBIMA viabiliza a comparação entre fundos.

E também dos fundos com outras opções de investimento ou benchmarks.

A metodologia, assim como ocorre nos investimentos feitos no exterior, está dividida em níveis.

Apresenta-se uma hierarquia, que parte das classes de ativos para atingir as estratégias mais específicas.

No primeiro nível, é possível identificar a classe de ativos mais adequada. Sendo assim, ele é segmentado pelas seguintes categorias:

  1.   Renda Fixa;
  2.   Ações;
  3.   Multimercados;
  4.   Cambial.

O segundo nível explicita o tipo de gestão e estimula a reflexão sobre todos os riscos que o investidor estaria disposto a correr, tais como:

  1.   Indexados;
  2.   Ativos;
  3.   Investimentos no Exterior.

Já no terceiro e último nível, é possível avaliar as estratégias que melhor se adequam às necessidades e aos objetivos do investidor.

A importância dessa hierarquia é que ela cria um caminho orientado à decisão. E, além disso, conduz ao alinhamento entre os anseios do investidor e os produtos disponibilizados.

 

A importância da classificação de fundos ANBIMA

Exposto como funciona a classificação de fundos ANBIMA, se faz necessário também entender a sua importância.

Para promover uma concorrência ética e transparente para todos integrantes do mercado, foi criado em 2009 a ANBIMA.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) possui diversas funções, entre elas:

  • autorregulação do mercado de capitais com definição de códigos de regulação e melhores práticas;
  • estipulação de procedimentos aos profissionais da área, para que exerçam suas funções com ética e transparência;
  • promoção e divulgação de informações para auxiliar investidores na tomada de decisão sobre seus investimentos;
  • exposição de referências e índices, visando a transparência e segurança do mercado;
  • representação de instituições, em busca do aprimoramento do mercado através de boas práticas de negócios;
  • normatização de regras para regular o mercado, como o “Código de Autorregulação e Melhores Práticas”.

Com essas funções, é possível entender a importância de um órgão como este: educar, capacitar, qualificar e disseminar educação financeira.

Isso porque, a construção de um mercado forte depende da força das partes: profissionais qualificados e investidores conscientes.

O investidor cria essa consciência em razão do livre acesso à conteúdos sobre educação financeira, e é aí que a ANBIMA entra em cena.

Com a criação de diversos produtos nos últimos anos, tornou-se necessária a classificação de fundos ANBIMA. Essa classificação de fundos de investimentos agrupa-os de acordo com suas semelhantes características, identificando-os por suas estratégias e fatores de risco.

O agrupamento facilita a comparação do retorno dos fundos e auxilia no processo de tomada de decisão sobre os investimentos. Logo, a classificação de fundos ANBIMA tem importância para a educação do investidor, contribuindo, no aumento da transparência do mercado.

Já o profissional da área desenvolve essas características através da capacitação por meio de certificação, e qualificação, pela educação continuada.

 

A importância das certificações financeiras ANBIMA

As certificações ANBIMA demonstram a capacidade do profissional em atuar no mercado financeiro, sendo algumas obrigatórias, inclusive, para determinadas atividades.

Essas certificações podem ser obtidas através da realização de um exame, que irá avaliar o nível de conhecimento do profissional.

Com a aprovação, o profissional se torna apto a exercer a função, entregando mais credibilidade e confiança em seu trabalho.

Para o credenciamento e permissão da atuação do profissional administrador de carteiras, a ANBIMA criou um convênio com a CVM para facilitar o procedimento de habilitação.

Esse convênio facilita o processo comum das entidades, potencializando as sinergias entre os órgãos reguladores.

É possível visualizar essa sinergia, também, na importância que os órgãos dão para as certificações financeiras.

Atualmente, existem algumas certificações financeiras, como:

  1. Certificação Profissional ANBIMA – Série 10 (CPA 10);
  2. Certificação Profissional ANBIMA – Série 20 (CPA 20);
  3. Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA (CEA).

Cada certificação possui a sua característica própria. Saiba distinguir a seguir.

 

  1. CPA 10

A Certificação Profissional ANBIMA Série 10 é destinada aos profissionais que atuam na distribuição de produtos em bancos ou plataformas.

A CPA-10 serve para quem deseja adquirir conhecimento, ingressar ou se manter no mercado financeiro e de capitais.

 

  1. CPA 20

A Certificação Profissional ANBIMA 20 destina-se a quem atua na distribuição de produtos a clientes de alta renda, private, corporate e investidores PJ.

Além disso, serve para os profissionais que desejam adquirir mais conhecimento sobre o mercado financeiro ou progredir na carreira.

Assim, temos que a CPA-20 é destinada a profissionais que atuarão no segmento de alta renda, enquanto no CPA-10 ocorre a prospecção ou venda de produtos de investimento para o público.

 

  1. CEA

Conforme vimos, as certificações CPA-10 e CPA-20 visam qualificar, geralmente, os profissionais bancários.

Enquanto isso, a Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA se destina àqueles que querem se tornar especialistas em investimentos.

A CEA é considerada por muitos uma evolução das duas CPAs.

Isso porque, trata de uma certificação que envolve mais aprofundamento dos conhecimentos do mercado financeiro.

Esse aprofundamento ocorre em razão de que esses futuros especialistas irão fornecer assessoria à gerentes de produtos de investimentos.

Os especialistas em investimentos serão responsáveis, portanto, pelo planejamento de aplicações e carteiras de pessoas físicas, indicando os melhores produtos.

Profissionais de instituições financeiras em geral podem aplicar para o exame, e a certificação é essencial para quem deseja se tornar gerente de banco ou consultor de investimentos.

 

Como a tecnologia auxilia na gestão de fundos de investimento

O módulo de risco da plataforma desenvolvida pela BRITech monitora diariamente cerca de 14.437 fundos em seu banco de dados.

Isso permite a construção de um modelo robusto e preditivo.

Inclusive, no cálculo desses riscos, a tecnologia não utiliza somente a volatilidade da cota dos fundos.

Mas também leva em consideração os fatores aos quais estes fundos estão expostos.

A volatilidade dos fundos é obtida através da série histórica dos seus retornos.

Sendo que estes são adquiridos através de uma carteira teórica, composta por todos os fundos de uma mesma classificação.

Cada um desses fundos tem um determinado peso associado – como o valor de mercado – e a soma dos seus retornos resultam no fator considerado.

Na prática, a partir do SI-ANBID, todas as classificações de 1º nível são mapeadas como fatores e constituídas pelos seus respectivos fundos.

Com esse agrupamento, são criadas as carteiras teóricas com os fundos de investimento que pertencem à classificação de fundos ANBIMA.

Com base nessas informações, o Atlas RISK HUB, plataforma desenvolvida pela BRITech, calcula a volatilidade projetada e as sensibilidades em que cada fundo é exposto.

Isso de acordo com a sua classificação de investimentos, é claro.

É importante lembrar que o processo não muda, caso um novo fundo seja adicionado ao banco de dados do sistema.

 

Vantagens de usar o Atlas/MARKET RISK

Além das funcionalidades já citadas acima, outro aspecto positivo do Atlas/MARKET RISK diz respeito à qualidade das informações.

Ele possui inúmeros controles de qualidade, que permitem monitorar as fontes de dados, bem como assegurar que informações impuras ou pontos fora da curva sejam excluídas ou tratadas internamente.

Como esse processo é realizado diariamente, se torna possível garantir a excelência dos dados disponibilizados aos clientes.

Sobre os reflexos desta metodologia em relação à anterior, a tendência é que, dessa forma, seja possível obter números mais alinhados à realidade.

Permitindo mensurar com maior precisão a volatilidade, o VaR e as demais métricas.

Além disso, com a atual classificação de fundos ANBIMA, é possível aumentar a quantidade de fundos de investimento monitorados, facilitando a mensuração de risco e identificação dos principais fatores de risco.

Quer ficar por dentro da regulamentação de órgãos como a ANBIMA? Acompanhe a plataforma BRITech e se mantenha atualizado!

 

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